A popularização do computador no
Brasil gerou uma inquietação nas escolas brasileiras e, no início dos anos 80,
com a influência da Política de Informática Educativa (PIE), o computador foi
motivo de discussões sobre seu possível uso na educação. Para Valente
(1997) a Informática na Educação significa a inserção do computador no processo
de aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidades de
ensino. O professor tem a possibilidade de envolver-se com diferentes
disciplinas, tornando o ensino cooperativo e interdisciplinar, mas para isso é
necessário que o professor conheça os recursos oferecidos pelas tecnologias,
descobrindo o potencial que elas oferecem para transformar o ensino.
O reconhecimento de uma sociedade
cada vez mais tecnológica deve ser acompanhado da conscientização da
necessidade de incluir nos currículos escolares as habilidades e competências
para lidar com as novas tecnologias. No contexto de uma sociedade do
conhecimento, a educação exige uma abordagem diferente em que o componente
tecnológico não pode ser ignorado.
Para Schulünzen (2000) o computador
deverá ser antes de tudo, um instrumento que permite ampliar o trabalho de
ensino para as dimensões afetivas e valorativas. A inserção do computador na
escola permite aos alunos o fácil e rápido acesso a recursos que colaboram para
explicitar seus pensamentos, mas para que os benefícios que a tecnologia tem
ocorram de fato é fundamental a postura do professor como mediador da
construção do conhecimento.
Existem diversos recursos que podem auxiliar o professor em uma aula
diferenciada utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's). O
Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE) é um repositório educacional
criado pelo Ministério da Educação (MEC), que tem como objetivo disponibilizar
Objetos Educacionais (OE) para auxiliar e aprimorar o processo de
ensino-aprendizagem. No BIOE os professores têm acesso a diversos softwares que
podem auxiliar as aulas ministradas. Além desse repositório outros sites como a
TV escola apresentam ferramentas que podem ser utilizadas com os estudantes.
As aulas utilizando OEs ou outros recursos tecnológicos se tornam mais
atrativas e podem contribuir no processo de ensino-aprendizagem dos alunos. As
novas tecnologias são de extrema importância também, no processo de inclusão de
Estudantes Público-Alvo da Educação Especial (EPAEE). Conforme Schulünzen e
Junior (2005) as TIC são recursos que permitem a comunicação das pessoas com
deficiência com a sociedade, a produção individual e coletiva, favorecendo o
processo avaliativo e de diagnóstico, uma vez que essas pessoas, apesar de suas
dificuldades, podem ter seu cognitivo preservado.
As TIC podem constituir um recurso
fundamental para possibilitar, por meio da inclusão digital, o acesso de
pessoas com deficiência à escola, uma vez que permitem uma melhor comunicação,
desenvolvimento cognitivo e construção do conhecimento. Porém, é preciso
salientar novamente a importância do preparo dos profissionais, para que sejam
aproveitados todos os recursos e ferramentas que as TIC's oferecem.
Referências:
SCHULÜZEN, E. T. M. Mudanças nas Práticas Pedagógicas do Professor: Criando um Ambiente Construcionista, Contextualizado e Significativo
para Crianças com Necessidades Especiais Físicas. 2000. 212 f. Dissertação
(Doutorado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica , São Paulo , 2000.
SCHULÜZEN,
E. T. M.; JUNIOR, K. S. Tecnologias,
desenvolvimento de projetos e inclusão de pessoas com deficiência. Revista da Educação Especial/ Secretaria da Educação Especial. v.1,
n. 1. 2005.
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revistainclusao2.pdf>.
Acesso em: 8 fevereiro 2014.
VALENTE,
J.A. Informática na Educação: Instrucionismo x Construcionismo. Manuscrito não publicado, Núcleo
de Informática Aplicada à Educação -Nied - Universidade Estadual de Campinas,
1997.